Economia de baixo carbono

O Acordo de Paris (2015) veio confirmar que a economia europeia e mundial está a entrar numa fase de transição para um novo modelo económico, assente numa economia de baixo carbono. O acordo evidencia que, do ponto de vista científico, é possível baixar as emissões de CO2 de forma a atingir, no máximo, um aumento de 2ºC da temperatura do Planeta.

Uma economia de baixo carbono, também designada por economia verde, é uma economia capaz de gerar emprego e riqueza e promover a competitividade das empresas através da produção de bens e serviços com menor impacto ambiental. Várias empresas, dentro e fora de Portugal já têm soluções concretas para a economia de baixo carbono, ou seja, já estão a contribuir para reduzir as emissões de CO2 e, consequentemente, a combater as alterações climáticas.

Para partilhar estas soluções, o World Business Council for Sustainable Development - WBCSD criou o projeto LCTPi – Low Carbon Technology Partnership Initiative e, em Portugal, o BCSD reuniu 32 soluções no projeto Economia de Baixo Carbono – Soluções made in Portugal.

 

Abreu Advogados – Redução da pegada de carbono por colaborador

“3 R + T: Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Triturar” é uma política de redução e separação de papel para reciclagem, cujo objetivo é eliminar progressivamente o papel que circula no escritório e cuja ambição é que a Abreu Advogados se torne num escritório sem papel. A política assenta em três medidas simples: na redução do número de impressões, na impressão em duas páginas por folha e em frente e verso, e na progressiva abolição de pastas de arquivo em papel. Entre 2011 e 2014, a pegada de carbono por colaborador foi reduzida em 7%. 
 

ANA – Aeroportos de Portugal - Ar condicionado com motores eficientes

Projeto de eficiência energética da ANA - Aeroportos de Portugal que abrange o sistema AVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado) da aerogare do aeroporto de Faro que consistiu em equipar os equipamentos com variação de frequência e, assim, otimizar o consumo de potência térmica. Com um investimento de 4 mil euros e prazo médio de recuperação de 9 meses, o projeto originou uma poupança anual superior a 5 mil euros, redução dos custos operacionais e redução de 66% das emissões de CO2.

ANA – Aeroportos de Portugal - Smart Metering

Smart Metering é um sistema de monitorização e gestão remota de energia da ANA - Aeroportos de Portugal, baseado em 4156 contadores, que permitiu um melhor entendimento dos consumos de energia e água da ANA Aeroportos e das entidades que coabitam nos espaços geridos pela ANA, sejam lojas, cafés, restaurantes ou agências de viagens. Com este entendimento, a ANA tem vindo a implementar medidas internas para reduzir os consumos de energia e água e a aconselhar as entidades utilizadoras da monitorização a fazerem o mesmo. O objetivo é atingir uma redução global de consumos de energia de 2% ao ano, até 2020.
 

Bosch – Transportar mais com menos

Otimização do planeamento e da logística associada à distribuição dos produtos da Bosch que saem diariamente da fábrica, em Aveiro, para dentro do País e para todo o mundo. Foram implementadas ações como: otimização da carga transportada, melhoria do espaço de carga dos camiões e contentores, otimização dos meios de transporte utilizados, definição das rotas mais eficientes e redesign das embalagens. Entre 2014 e 2015, a Bosch diminuiu a pegada carbónica dos seus produtos, conseguiu uma cadeia de valor mais eficiente e evitou a emissão de cerca de 216 toneladas de CO2. 
 

Bosch Termotecnologia - Energy Reduction

Energy Reduction teve o duplo objetivo de reduzir o consumo de energia e das emissões de CO2 da Bosch. Ao longo de três anos, foram implementadas medidas de eficiência energética que abrangeram os processos industriais, os sistemas de ar comprimido, a iluminação, a climatização e os sistemas de gestão. Com um investimento de 240 mil euros e payback a 4,5 anos, o projeto originou uma redução do consumo anual de energia de 13,6% e uma redução de 11% das emissões de CO2. 
 

Brisa – Sustainable Mobility

Sustainable Mobility é uma metodologia de apoio à conceção, desenvolvimento e implementação de planos de mobilidade urbana, sustentada em quatro dimensões – ambiente, economia, social e desempenho do sistema de mobilidade. Tem aplicabilidade a qualquer cidade, autoridade metropolitana ou governo central e já está a ser testada em seis cidades: Lisboa e Hamburgo (Europa), Campinas (Brasil), Banguecoque (Tailânia), Indore (Índia) e Chengdu (China). Instituições internacionais como a Comissão Europeia, o Banco Mundial ou a International Council for Local Environmental Initiatives (ICLEI) têm manifestado interesse em conhecer a metodologia. Várias cidades estão interessadas em não só conhecer a metodologia como possivelmente, em usá-la. Sustainable Mobility está a ser desenvolvida pela Brisa e por mais 14 outras empresas.
 

Brisa - Iluminação eficiente nas auto-estradas

A Brisa implementou a tecnologia de balastros eletrónicos em 19.000 pontos de iluminação pública da rede de auto-estradas. Com investimento previsto de cerca de 2 milhões de euros, o projeto tem duração de oito anos, entre 2013 e 2020. No triénio 2013/2015, o custo de energia anual estimado aponta para uma redução de 36% e a estimativa de poupança a cinco anos é de 1,3 milhões de euros e de 2,6 milhões de euros a dez anos. A previsão de redução de CO2 é de 36%.
 

Caixa Geral de Depósitos - Programa de Baixo Carbono

Implementado ente 2006 e 2015, o Programa de Baixo Carbono é o compromisso da CGD pela quantificação, redução e compensação das emissões de gases com efeito de estufa resultantes da atividade do banco. Englobando o edifício-sede, em Lisboa, e as 1277 agências de todo o país, teve como primeiro passo a implementação de um sistema de gestão de energia que permitiu conhecer os consumos energéticos de forma aprofundada. A instalação de uma central solar e de painéis fotovoltaicos, foram algumas das medidas tomadas. Com um investimento de 2,8 milhões de euros e payback entre nove e 10 anos, o programa permitiu poupanças de cerca de 3 milhões de euros nos primeiros sete anos. Neste período, o consumo de energia anual diminuiu em 19%, o custo de energia em 25% e as emissões de CO2 em 36%.
 

Cimpor – Coprocessamento para o baixo carbono

Cimpor tem uma forte aposta no coprocessamento, que se traduz na substituição de combustíveis fósseis e matérias-primas por combustíveis derivados de resíduos agrícolas, urbanos, industriais e da construção e demolição. Entre 2010 e 2014, o investimento em coprocessamento foi superior a 170 mil euros, a taxa de substituição da energia térmica por combustíveis derivados de resíduos aumentou de 7% para 18% e as emissões de CO2 evitadas somaram 411.876 toneladas.
 

Cimpor - Parar, arrancar, poupar

A substituição da tela de transporte de calcário - principal matéria-prima da produção do cimento - no percurso de dois quilómetros entre a pedreira do Bom Jesus de Alhandra e a fábrica de Alhandra, é um projeto de pequena dimensão no universo da eficiência energética da Cimpor, mas que veio permitir a redução de 0,02 euros por tonelada de cimento. Tirando partido do desnível topográfico entre a pedreira e a fábrica, o projeto centrou-se na recuperação de eletricidade resultante do impulso originado pela travagem. A regeneração de 91 tep, transferidos para a rede pública de eletricidade, deram lugar a uma poupança estimada acumulada de cerca de 15 mil euros e um proveito líquido acumulado de mais de 73 mil euros, ao fim de três anos e meio.
 

CTT – Correios de Portugal - Menor consumo, melhor ambiente

O Centro de Produção e Logística do Sul dos CTT, em Lisboa, foi alvo de um plano de racionalização do consumo de energia, que tinha como objetivo a redução dos consumos energéticos e a melhoria das condições laborais. As quatro medidas previstas do plano foram: diminuição do consumo dos equipamentos ligados à corrente sem estarem em utilização, substituição dos sistemas de climatização, substituição de lâmpadas e introdução de placas translúcidas na cobertura do cais. Com investimento de 1,3 milhões de euros, o payback conjunto do projeto é de 8,4 anos. A poupança anual estimada situa-se em cerca de 163 mil euros e a redução anual de emissões de CO2 é de 616 toneladas.
 

EDP – Voltar a explorar o mar

A EDP tem vindo a contribuir para a conceção e desenvolvimento de tecnologia pioneira de exploração do potencial eólico no mar (offshore). WindFloat são plataformas flutuantes que podem estar parcialmente submersas, onde assenta uma turbina eólica com capacidade de produção de energia. As plataformas são ancoradas ao fundo do mar, em locais com profundidade superior a 40 metros. Podem ser instaladas em unidades individuais ou em parques compostos por unidades múltiplas e têm vida útil prevista de 25 anos. Entre dezembro de 2014 e junho de 2014 o projeto WindFloat da EDP já produziu cerca de 16 GWh, o equivalente ao consumo de uma vila de 1250 habitantes nesse período. Desde o início de operação, em 2012, até Agosto de 2015, o WindFloat permitiu reduzir as emissões de CO2 em cerca de 13 mil toneladas, valor que deverá ultrapassar as 14 mil toneladas de CO2 até final de 2015.

Ferpinta - Substituir o gasóleo pela eletricidade

Uma parte do transporte interno de materiais da Ferpinta deixou de depender do gasóleo para passar a contar com eletricidade. Uma equipa interna concebeu um vagão elétrico para transportar bobinas de aço e o antigo empilhador de transporte de materiais consumíveis a gasóleo, foi substituído por um empilhador elétrico. O projeto não obrigou a alterações nos processos operacionais, mas contribuiu para baixar os custos de exploração e para tornar a empresa mais eficiente na utilização de energia. Com investimento de cerca de 100 mil euros e payback de pouco mais de quatro anos, o consumo anual de energia foi reduzido em 6 tep e as emissões de CO2 em 18 toneladas. A poupança anual rondou cerca de 23 mil euros, valor que vai atingir cerca de 117 mil euros a cinco anos, e 235 mil euros a 10 anos.
 

Galp Energia – Otimizar vapor

Criação de sistema para otimização do consumo de vapor das unidades processuais da Refinaria de Sines da Galp, em que o vapor produzido em excesso em algumas unidades é canalizado para unidades que necessitem de vapor, otimizando assim o consumo. As estimativas do projeto apontam para uma poupança anual superior a 9 milhões de euros e uma redução das emissões de CO2 em 52 931 toneladas.
 

Gestamp – Aproveitar o calor libertado pela central de ar comprimido

Sistema de recuperação de calor da fábrica que aproveita o excesso do calor dos compressores de ar comprimido para aquecer a água do processo fabril “banho de pintura”. Com investimento de 77 mil euros e payback de 26 meses, a Gestamp conseguiu reduzir 65% do consumo total de energia associado à produção em menos de um ano. As estimativas apontam para uma poupança anual no consumo de gás natural de 35 mil euros e para uma redução de cerca de 66% das emissões anuais de CO2.

Grupo Jerónimo Martins - Água e Energia

Para fazer um uso mais eficiente de recursos, o Grupo Jerónimo Martins lançou um projeto piloto para alterar os comportamentos dos colaboradores, sensibilizando e promovendo o uso eficiente de energia e água. O projeto foi depois alargado às cerca de 400 lojas Pingo Doce e Recheio. Controlar mensalmente os consumos, desenvolver relatórios de benchmarking intuitivos e partilhar práticas responsáveis de consumo, foram as formas que o Grupo Jerónimo Martins encontrou para envolver todos em torno da estratégia “Respeitar o Ambiente”, no âmbito do combate às alterações climáticas. No primeiro ano do projeto, a poupança monetária foi de 600 mil euros, e a cinco anos é estimado um ganho de 3 milhões de euros e de 4,5 milhões de euros a 10 anos. Entre 2011 e 2014, o projeto originou poupanças de mais de 14 milhões de kWh e redução de 30% em emissões de CO2.
 

grupo Portucel Soporcel - Baixo Carbono por Natureza

O modelo de negócios do grupo Portucel Soporcel tem por base a gestão florestal sustentável e certificada das florestas que gere, a biomassa (duas centrais termoelétricas e três de cogeração a partir de biomassa florestal e subprodutos da madeira resultantes do processo de produção de pasta de papel), as tecnologias das unidades industriais e a eficiência energética. Em 2014, os resultados estimados apontam para que as florestas geridas pelo Grupo tenham fixado o carbono equivalente a 6,2 milhões de toneladas, valor que supera as 5,7 milhões de toneladas de CO2 de 2012. Estima-se que as centrais termoelétricas e de cogeração do Grupo evitem emissões de CO2 superiores a 460 mil toneladas por ano e que as medidas de eficiência energética tenham contribuído para reduzir as emissões diretas de CO2 em cerca de 10.000 toneladas anuais.
 

Lactogal – Tirar partido da biomassa florestal

Substituição de combustível fóssil (fuelóleo) por um combustível renovável (biomassa florestal - pellets) nas caldeiras e queimador do processo de produtivo da fábrica de transformação de leite da Unicol, empresa participada pela Lactogal. Até a substituição do combustível estar completa, os novos equipamentos têm capacidade para queimar pó de pellets, fuelóleo ou uma mistura dos dois. Com investimento de 2,8 milhões de euros, a substituição parcial de combustível origina uma redução anual dos custos com combustíveis entre 18% a 24%, sendo que a substituição integral pode vir a proporcionar uma redução anual dos custos com combustíveis em cerca de 27%, valor que representa mais de 500 mil euros e uma redução de 13.600 toneladas de emissões de CO2. Quando a substituição for integral, as emissões de CO2 terão um balanço neutro, já que o carbono libertado pela queima da biomassa será equivalente ao carbono sequestrado pela floresta.
 

LIPOR – Mais clima para todos

LIPOR começou por integrar o tema das alterações climáticas na estratégia de negócio, dando assim início a um conjunto alargado de ações, designadamente, monitorização e acompanhamento das emissões de gases com efeito de estufa (GEE), definição de estratégias para a mitigação das emissões de GEE da organização, implementação de medidas para reduzir a vulnerabilidade da organização às alterações climáticas, aposta na eficiência energética, redução da quantidade de resíduos depositados em aterro ou implementação de campanhas de sensibilização para a alteração de comportamentos na comunidade. Entre 2008 e 2014, conseguiu evitar 248.865 toneladas de CO2 face a 2006, aumentou a eficiência carbónica e reduziu a relação entre as emissões de GEE por quantidade de resíduos tratados.
 

Metropolitano de Lisboa - Grandes consumidores de energia

O Metropolitano de Lisboa criou, em 2010, uma equipa dedicada à gestão da energia, assente em projetos de eficiência energética. A equipa começou por analisar os dois maiores consumidores de energia: a marcha dos comboios e a iluminação das estações. A velocidade máxima dos comboios foi alterada de 60km/h para 45km/h e nos períodos noturnos o número de carruagens foi diminuído de seis para três. A iluminação nos diferentes locais das estações foi adequada, mediante valores de referência definidos de forma transversal. Em 2012, ano em que os dois projetos decorriam em paralelo, a redução do consumo global de energia elétrica foi de 16,4%. Ao fim de três anos de implementação, os dois projetos atingiram poupanças de mais de dois milhões de euros.

Nestlé Portugal - Energy Target Setting

Energy Target Setting é uma ferramenta de melhoria contínua criada pela Nestlé, que avalia o uso eficiente da energia e que tem aplicabilidade na gestão de energia e de água das fábricas da companhia. A auditoria na fábrica tem a duração de 10 dias e reúne colaboradores nacionais e internacionais da Nestlé, fornecedores e especialistas externos, com vista a desenhar um plano de ação. O exercício à fábrica de Avanca decorreu em 2013 e originou as seguintes reduções potenciais anuais: 70.391 GJ do consumo de energia, 35.850 m3 do consumo de água e 3407 toneladas de CO2 equivalente. Estes resultados traduzem-se em poupanças de 1,2 milhões de euros.

NOS - SavEnergy

A operação da rede de telecomunicações da NOS é responsável por 80% do consumo total de energia. O arrefecimento do equipamento das antenas de telecomunicações – que representa 30% do consumo – e as perdas de energia, são os principais focos de ineficiência da NOS. O SavEnergy surge para tornar a rede de telecomunicações mais ágil e eficiente, através da redução ou eliminação do consumo de energia elétrica, por via da redução das necessidades de climatização – ventilação e ar condicionado – e da produção de eletricidade a partir de fontes renováveis. Com orçamento de 800 mil euros e payback previsto para oito anos, o projeto gerou uma redução anual no consumo de eletricidade de cerca de 2,1 GWh, resultando num decréscimo superior a 99 mil euros na fatura anual de energia e numa redução de 566 toneladas de CO2 equivalente.
 

Novo Banco – Consolidar o universo da energia

Programa de eficiência energética do Novo Banco assente em duas medidas: monitorizar, em tempo real, os consumos energéticos de 50% dos balcões e de 18 edifícios centrais e substituir o equipamento de iluminação e de AVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado) por equipamentos energeticamente mais eficientes. O investimento no programa rondou os 1,7 milhões de euros e entre Agosto de 2014 e Junho de 2015 houve uma redução de 5% do consumo de energia e de 5% de toneladas equivalentes de CO2.
 

REN - Previsão da produção de eletricidade de origem eólica e solar

REN continua a desenvolver tecnologia de previsão da produção de eletricidade de origem eólica e solar que estima, em tempo real, a quantidade de energia oriunda de fontes renováveis que vai entrar na rede nacional de transporte de energia. Desta forma está a criar condições para que haja diminuição das emissões de CO2 na sua cadeia de valor, ou seja, nos produtores de energia renovável. A médio prazo, esta diminuição terá impacto também na pegada de carbono da REN.

Secil – Betão de baixo carbono

A estratégia da Secil para reduzir as emissões de CO2 combina eficiência térmica e elétrica, com enfoque no coprocessamento, e inovação, investigação e desenvolvimento associada às tecnologias de captura e armazenamento de CO2 no betão. A Secil desenvolveu uma solução de betão permeável que permite a infiltração natural da água no solo, reduzindo a inundação e os impactos negativos da impermeabilização do solo e desenvolveu também betões combinados com cortiça, com elevadas propriedades térmico/acústicas. Outro produto brevemente disponível no mercado é um material feito a partir de cal tradicional que, através da ativação da luz solar, consegue remover poluentes do ar, como monóxido de carbono e óxido nitroso. Ainda não há estimativas para a redução de CO2 das novas soluções de betão, mas no período entre 2005 e 2014, o coprocessamento de cerca de 1,3 milhões de toneladas de resíduos permitiu uma poupança de aproximadamente 1,2 milhões de toneladas de CO2. Para além disso, permitiu ainda reduzir a importação de coque de petróleo (poupança de 28 milhões de euros) e a utilização de menos cerca de 0,37 milhões de cl toneladas de matérias-primas naturais.
 

Siemens – 3i Buildings

3i Buildings da Siemens é uma ferramenta de gestão integrada de edifícios, criada para infraestruturas urbanas complexas, como hospitais, centros comerciais e aeroportos. Capta e gere, em tempo real, um grande volume de dados gerado no interior do edifício, provenientes de diferentes sistemas de operação, como por exemplo: qualidade do ar, temperatura ambiente, estudo de percursos ou tráfego, contagem e fluxo de utilizadores, manutenção e segurança. No futuro vai ser uma tecnologia determinante para monitorizar e calcular a quantidade de CO2 emitida e evitada.
 

Soja de Portugal - Investir para poupar

As três principais fábricas do grupo Soja de Portugal - Avicasal, Savinor e Sorgal – que consomem eletricidade, vapor, gás natural e biomassa, foram alvo de um plano de eficiência energética. O plano incluiu a implementação de equipamentos de monitorização de consumos, sistemas de gestão de energia e alterações na energia térmica e na iluminação. Entre 2012 e 2014, o investimento foi de 1,3 milhões de euros e houve uma redução dos custos de energia superior a 20%. Em 2014, a estimativa do impacto do investimento em termos de redução energética por unidade de produção foi de 1,99€/ton. A cinco anos o projeto vai permitir poupar 3,7 milhões de euros e 7,5 milhões de euros a 10 anos. As reduções de CO2 foram de 35%.
   

Sonae MC – Pool Service

Pool Service é um serviço de otimização da rota de transportes e logística das mercadorias, que tem como base a reutilização das paletes e das caixas que circulam na cadeia de abastecimento das lojas alimentares da Sonae MC. As viaturas que a Sonae MC utiliza para abastecer as lojas, regressam aos entrepostos de abastecimento com as paletes e as caixas, que ficam imediatamente disponíveis para os fornecedores as voltarem a usar. Entre Setembro de 2014 a Agosto de 2015, o Pool Service permitiu a redução de emissões de CO2 em 249 toneladas, a redução de percursos para transporte de paletes e caixas em vazio de 331.857 quilómetros e a eliminação do uso de 995m3 de madeira para a produção de novas paletes.  
 

Sonae - Trevo

Em curso desde 2010, o projeto Trevo da Sonae assume como missão, o desenvolvimento de ações conducentes à redução da dependência energética de forma sustentada e amiga do ambiente. Desenvolvendo ações em três vertentes, o projeto promove a redução do consumo de eletricidade e água, a produção de eletricidade por fontes renováveis e a otimização da contratualização de energia. Com investimento de 4,5 milhões de euros entre 2011 e 2014, e inúmeras medidas implementadas, há a destacar duas iniciativas: a implementação do GUE (Guia de Utilização de Energia), diretamente associado a poupanças pela redução de consumo de 5,5 milhões de euros e a instalação de 92 centrais fotovoltaicas, cujos proveitos ascendem a 0,7 milhões de euros. Os ganhos associados ao processo de negociação e compra de energia estão avaliados em 3,2 milhões de euros. 
 

Vieira da Almeida & Associados – Integrar o ambiente no negócio

Estratégia de eficiência no consumo de recursos com enfoque na energia, transportes, resíduos e materiais, assente em três linhas de atuação: redução dos impactos ambientais diretos e indiretos da operação, a mobilização de stakeholders internos e externos para ações conjuntas, e a definição de metas de desempenho, seguidas de avaliação e divulgação dos resultados obtidos. Entre 2013 e 2014, tanto a pegada de carbono da Vieira de Almeida como as emissões por colaborador diminuíram 17%, o consumo de eletricidade nos escritórios sofreu uma redução global de 4%, a produção de resíduos diminuiu 20%  e quase 60% dos resíduos foram separados e reciclados.