Futures thinking

O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, é a ilusão do conhecimento.” Stephen Hawking

Pensar o futuro é um dos maiores desafios, quer dos indivíduos quer das empresas. Pensar o futuro implica reconhecer que pouco sabemos sobre o futuro, mas que sobre ele tomamos decisões diárias. Hoje em dia, pensar o futuro implica assumir que o passado pode não se repetir e que as estimativas econométricas podem não acertar na trajetória futura.

Vivemos num mundo sistémico, onde tudo impacta em tudo. No relatório de 2016 sobre riscos globais, o World Economic Forum identifica as alterações climáticas, os desastres ambientais e a imigração de grande escala como os principais riscos que podem vir a afetar as empresas. Pensar o futura implica ter um pensamento sistémico, compreender que os agentes económicos interagem entre si e que se influenciam mutuamente. Implica conseguir identificar as incertezas críticas, compreender as tendências pré-determinadas e as outras tendências sobre as quais não temos a certeza de como se vão desenvolver.

Implica ter a capacidade de processar de forma racional e emocional a informação existente, e projetar os potenciais acontecimentos futuros no presente. Implica reconhecer que nunca vamos conseguir adivinhar o que vai acontecer, mas que somos capazes de nos preparar para os diferentes mas potenciais cenários futuros que podem ocorrer. Implica não ambicionar adivinhar o futuro, mas sim conseguir ter uma estratégia suficientemente flexível que permita uma constante adaptação ao contexto em mutação.

O BCSD Portugal promove esta abordagem de pensamento proporcionando aos associados e à sociedade em geral momentos de reflexão úteis à alma dos indivíduos e às estratégias das empresas.

 

Riscos e a interdependência dos riscos que atualmente afetam as empresas (vídeo do World Economic Forum)

Formas de pensar o futuro (vídeo de Woody Wade, especialista em scenario planning)