13 AÇÕES do BCSD Portugal rumo ao Desenvolvimento Sustentável

13 AÇÕES do BCSD Portugal rumo ao Desenvolvimento Sustentável

Data da publicação: 26/11/2013

O BCSD Portugal acaba de lançar a AÇÃO 2020, um conjunto de 13 medidas que vêm responder a questões prioritárias relacionadas com o Desenvolvimento Social, Economia, Capital Natural, Energia, Cidades e Infraestrutura e Indústria e Materiais. Estas são as seis áreas de trabalho do projeto AÇÃO 2020, que se traduzem em 13 propostas das empresas membro do BCSD para melhorar o contexto económico do país e contribuir para a dinamização da economia. A AÇÃO 2020 vai ser desenrolada entre 2014 e 2020 e tem como líderes a Bosch, Brisa, EDP, GALP, grupo Portucel Soporcel, PT, Solvay, Sonae e Unicer.

O tema Desenvolvimento Social é protagonizado pela Sonae, que assume a educação como um vetor essencial no desenvolvimento do país e no desenvolvimento das empresas e que acredita que pode contribuir para a redução da distância entre a procura empresarial e a oferta educativa. No Desenvolvimento Social, as ações passam por adequar perfis de competências entre as necessidades das empresas e as opções escolares e caracterizar perfis de competências de desempregados acima dos 40/45 anos.

A Bosch Portugal que tem vindo a realizar estudos dentro do gruposobre a competitividade de Portugal em comparação com a Europa, que atestam que Portugal é dos países europeus mais competitivos, vai liderar a área da Economia e as seguintes duas ações: apoiar as PME que integram a cadeia de valor das empresas; e desenvolver uma plataforma de informação sobre a competitividade da economia portuguesa no âmbito dos serviços partilhados. Para a Bosch o que falta a Portugal é levar a inovação mais a sério, valorizar o empreendedorismo, apostar na internacionalização e aumentar o valor acrescentado nacional.

Floresta, mar, agricultura e turismo são os temas a abraçar no âmbito do Capital Natural, área liderada pelo grupo Portucel Soporcel. As duas ações deste pilar são: fomentar a criação de negócios que valorizem o Capital Natural e melhorar a investigação aplicada nas atividades económicas do Capital Natural. Para a Portucel, a valorização do Capital Natural é um dos vetores mais importantes da economia, mas que deve também estar ao serviço das pessoas e ser usado para melhorar a sua qualidade de vida.

No âmbito da Energia, estamos confrontados com a necessidade de reduzir a energia fóssil que estamos habituados a consumir. É neste âmbito que as ações desta área-chave passam por demonstrar o valor gerado por projetos de eficiência energética; mapear soluções de medição de consumo energético existentes no mercado é outra das duas ações. A EDP crê que é possível identificar as bolsas de consumo inútil, com potencial para aplicar práticas de eficiência energética viáveis e possíveis porque a energia mais barata é a que se poupa. A GALP considera que as empresas de energia têm de estar envolvidas em projetos de eficiência energética porque a dependência dos combustíveis fósseis vai continuar a aumentar e está convicta que uma grande fatia de redução de CO2 resultará de projetos de eficiência energética.

A Brisa vai liderar a área-chave Cidades e Infraestruturas – a empresa é defensora de que se nada for feito, a mobilidade e a vida nas cidades deixa de ser sustentável. É por este motivo que as ações integram a adoção de indicadores de sustentabilidade no contexto das Cidades e Infraestruturas e o mapeamento das necessidades de mobilidade em grandes centros urbanos. Para a Brisa, as soluções têm de ser viradas para as pessoas, com uma visão integrada e integradora. Mas nesta mudança necessária, defende a empresa, as respostas só surgem se as empresas trabalharem em conjunto.

A liderança da área de Indústria e Materiais está a cargo da Solvay e Unicer – as ações desta área-chave passam por potenciar sinergias entre empresas do BCSD na área dos resíduos e subprodutos, criar um manual de compras sustentável e identificar oportunidades de substituição das importações e aumento do valor acrescentado nacional nas exportações.

Estas são as metas que estas empresas líder, o BCSD Portugal e os cerca de 100 membros que compõem a associação empresarial, se comprometem a cumprir. As ações vão ser lançadas de forma faseada entre 2014 e 2020.

Na apresentação pública da AÇÃO 2020 esteve também o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, que realçou que o BCSD tem ido além da legislação e dos regulamentos, para encontrar novos paradigmas, que sejam resposta em prol do desenvolvimento sustentável. Jorge Moreira da Silva afirmou também que, com a aposta na sustentabilidade a segurança empresarial é maior, assim com a previsibilidade nos investimentos.

A apresentação da AÇÃO 2020 foi o mote da Conferência Anual do BCSD Portugal que teve como orador convidado Karl-Henrik Robèrt, médico e cientista sueco e um guru mundial do desenvolvimento sustentável. O Professor apreciou e elogiou a AÇÃO 2020 e defendeu que a sustentabilidade só funciona través da cooperação e interligação dos temas. Para o Professor Robèrt a sustentabilidade é visível no curto prazo e proporciona resultados no imediato, e não apenas com o longo prazo como estamos habituados a pensar.

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