Resultados preliminares do Índice de Sustentabilidade Empresarial

Resultados preliminares do Índice de Sustentabilidade Empresarial

Data da publicação: 26/03/2015

Foram ontem apresentados os resultados preliminares do Índice de Sustentabilidade Empresarial, a ferramenta do Observatório de Sustentabilidade Empresarial que mede o desempenho das empresas em cinco áreas de diagnóstico: liderança estratégia, capital humano, produção e consumo sustentável, energia e clima e biodiversidade e serviços dos ecossistemas.

Na liderança estratégica, 76% das empresas afirmam ter um modelo de liderança preparado para responder aos grandes desafios da sustentabilidade, que são por exemplo, as alterações climáticas, a escassez de matérias-primas, as secas e inundações, a pobreza e o envelhecimento das populações. No capital humano, 56% das empresas contam com postos de trabalho onde a sustentabilidade é um requisito na descrição de funções. É nas empresas de pequena dimensão que este indicador está mais presente, seguido das empresas de grande dimensão e só depois nas de média dimensão.

Na produção e consumo sustentável, as três ações de produção sustentável mais realizadas pelas empresas são: a sensibilização de colaboradores, a implementação de sistemas de gestão ambiental e a identificação e avaliação de riscos, como por exemplo, cheias, incêndios ou escassez de matérias-primas. No que toca ao consumo sustentável, as três ações mais realizadas pelas empresas são: a implementação de programas, metas e indicadores relacionados com a utilização sustentável dos recursos consumidos, a seleção de fornecedores com base em critérios ambientais e boas práticas laborais e a utilização de energias alternativas.

Na energia e clima, 67% das empresas integram as alterações climáticas na estratégia de negócio. No caso específico da redução de energia, 81% estabelecem metas e objetivos, sendo que as quatro ações mais comuns são: projetos de redução do consumo de energia, eficiência energética no uso de sistemas de iluminação, água, refrigeração, auditorias energéticas e eficiência energética no processo produtivo.

Na biodiversidade e serviços dos ecossistemas as duas maiores oportunidades identificadas são as operacionais e as reputacionais, enquanto que os dois maiores riscos são os operacionais e os regulatórios. Exemplos de oportunidades operacionais podem ser as ações de redução de custos resultantes de maior eficiência e otimização na utilização dos recursos naturais e exemplos de oportunidades reputacionais são o reconhecimento e fortalecimento das relações com stakeholders e a atracão e retenção de colaboradores. Por sua vez, os riscos operacionais podem ser o aumento dos custos dos serviços dos ecossistemas, a menor disponibilidade de matérias-primas e a necessidade de adaptação às alterações de funcionamento dos ecossistemas. Como exemplos de riscos regulatórios estão a criação de novos impostos ou taxas sobre as empresas sem ligação direta e tangível com a conservação dos serviços dos ecossistemas e uma maior limitação no acesso às matérias-primas.

O evento “Como aumentar o contributo das empresas para o desenvolvimento sustentável: o que revela o Observatório de Sustentabilidade Empresarial?” decorreu no âmbito do projeto Observatório de Sustentabilidade Empresarial, o qual beneficia de um financiamento proveniente da Islândia, Liechtenstein e Noruega através dos EEA Grants, através do Programa Cidadania Ativa, gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian. O objetivo do Observatório de Sustentabilidade Empresarial passa por identificar as tendências das empresas no que respeita ao desenvolvimento sustentável, para depois partilhar as melhores práticas empresariais, quer em termos setoriais, quer em termos gerais.

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Contactos para imprensa:
Ana Marreiros
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