Agenda da Sustentabilidade 2019_Abril

Agenda da Sustentabilidade 2019_Abril

Data da publicação: Mai 2019

Consumo como ato de cidadania

por João Wengorovius Meneses, Secretário Geral

“A brand for a company is like a reputation for a person. You earn reputation by trying to do hard things well.”

– Jeff Bezos

Há cerca de cem anos apareceu um fenómeno novo na história da Humanidade: empresas grandes e em grande número, a produzir bens de grande consumo. Sem elas, a economia de mercado, na base do sistema capitalista, dificilmente teria ganhado a importância que teve desde o início do século XX, e as próprias democracias liberais teriam tido dificuldade em se afirmar de forma tão ampla.

Há cem anos, as empresas produziam o que entendiam, e como entendiam – como dizia Henry Ford, em 1908, referindo-se ao Modelo T, o primeiro carro da Ford: “You can have your car in any color you like, as long as it is black.” Os clientes estavam a comprar bens de grande consumo pela primeira vez, não tinham muito poder de compra e havia pouca concorrência, de modo que essa atitude autocentrada era viável. O mais importante era produzir barato – e, para tal, nada como massificar a produção.

Após a segunda Guerra Mundial (1939-45), as economias dos países da OCDE dispararam, fazendo aumentar exponencialmente o poder de compra das pessoas – que passaram a consumir (muito) mais, o que levou ao aumento exponencial do número de empresas a oferecer produtos semelhantes, isto é a concorrer pelo poder de compra – dos automóveis aos eletrodomésticos, da alimentação à higiene, da roupa aos adereços de moda, há um boom de marcas lançadas neste período.

Na década de 1950, dada a saturação crescente de produtos concorrentes, a diferenciação começou a ser vista pelas empresas como uma vantagem competitiva decisiva, bem como a satisfação máxima dos seus clientes. É fácil de perceber que surjam neste período disciplinas como o planeamento estratégico e o marketing, e que os sociólogos e psicólogos entrem nas empresas, ajudando a que estas transitassem de uma postura product-centered para uma postura customer-centered. O boom da importância das marcas, enquanto veículo de comunicação, confiança e relação entre a empresa e os seus clientes ocorre, como bem conta a série Netflix “Mad Men”, na década de 1960.

No final do século XX já era perfeitamente consensual que as marcas são a alma das empresas e a personalidade dos seus produtos. Elas têm de ser capazes não apenas de comunicar o que é o produto mas, sobretudo, ser instrumentos de sedução, relação e inspiração. Ou uma marca é uma promessa ou morre. Ou permite aos consumidores pertencer a grupos, afirmar a sua identidade, melhorar a sua autoestima e, até, sonhar, ou terá vida curta. Como dizia um anúncio da Jaguar na década de 1980: “You didn’t become a fighter pilot, you never played at Lord’s and Sophia Loren married someone else – luckily, there’s still the Jaguar.”

Mas hoje, no limiar do século XXI, a exigência para as marcas é ainda maior. O que se verifica cada vez mais é que, para além das dimensões mais pessoais que cada um procura nas suas marcas, há um interesse crescente por parte dos consumidores em poder fazer do consumo um ato de cidadania. Ou seja, que através das suas opções de consumo possam contribuir para uma utopia coletiva, isto é, para um mundo melhor. Não há hoje qualquer dúvida de que, a par da digitalização, a sustentabilidade será a maior mudança do século XXI a impactar os negócios e os nossos estilos de vida.

Hoje, ou as marcas se tornam sustentáveis, e a sua identidade, narrativa ou proposta de valor contêm essa promessa, ou irão perder competitividade muito rapidamente. A boa notícia é que, por sabermos no BCSD Portugal que repensar as marcas à luz da sustentabilidade e das novas tendências de consumo tem desafios e complexidades, vamos criar um grupo de trabalho muito em breve apenas para tratar deste tema. Daremos notícias!

CONVERSAS SOBRE SUSTENTABILIDADE

À conversa com Nathalie Ballan

O Secretário Geral do BCSD Portugal esteve à conversa com a Fundadora da Sair da Casca, Nathalie Ballan, sobre o papel da Academia na criação e operacionalização de modelos de desenvolvimento sustentável, do foco nas Pessoas, das importância de estabelecer parcerias para criar valor, dos desafios e das necessidades da Sociedade (e, por isso, das Empresas). Ver o vídeo >

ENTREVISTA

Na vanguarda da bioeconomia

Em entrevista, Diogo da Silveira, CEO da The Navigator Company, explica como a empresa está a reforçar a circularidade da economia do setor florestal em Portugal e como o setor planeia partilhar os benefícios gerados com a comunidade e as outras indústrias.

Quais as principais tendências de inovação no domínio da sustentabilidade no setor da celulose e do papel?

O setor da pasta e papel tem uma história marcada pela inovação tecnológica associada ao uso eficiente dos recursos, destacando-se a utilização de biomassa florestal como fonte de energia renovável e como matéria-prima para o processo produtivo de outras indústrias. No momento atual, o setor assume um papel de vanguarda no domínio da Bioeconomia. Em particular, a The Navigator Company está a desenvolver, através do RAIZ – Instituto de Investigação da Floresta e Papel, e em parceria com universidades e empresas, projectos em diferentes domínios da Bioeconomia, podendo citar-se, a título de exemplo, os da produção de óleos essenciais, de biocompósitos ou de biocombustíveis que, ao utilizar resíduos de biomassa florestal, não competem com outros usos da terra, (nomeadamente no que respeita a produção alimentar) e reforçam a circularidade da economia.

Porque é a sustentabilidade um elemento estratégico para a competitividade da The Navigator Company e de que forma se reflete nos vossos objetivos e no plano de atividades para 2019?

Na The Navigator Company a sustentabilidade encontra-se espelhada na gestão responsável do negócio, desde o recurso natural e renovável, que protegemos e valorizamos, a floresta, até ao papel, o produto mais reciclado na Europa. Para além do plano de atividades para 2019, a Companhia delineou compromissos e metas a atingir no horizonte 2020-2025, que estão alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e procuram contribuir para responder aos desafios de sustentabilidade à escala global. A título de exemplo, o nosso “Roadmap to a Carbon Neutral Company” até 2035 visa dar resposta ao desafio de construção de uma sociedade descarbonizada, 15 anos antes do horizonte previsto pelo Roteiro para a Neutralidade Carbónica em Portugal envolvendo investimentos ambiciosos em energias renováveis. Esta estratégia de se tornar uma empresa neutra em carbono foi reconhecida pelo CDP – Climate Disclosure Project em 2018, com a atribuição do nível A, de Leadership, tendo sido a única empresa portuguesa a obter esta distinção. Outra meta relevante prende-se com a diminuição de 15% na utilização de água pelos nossos complexos industriais até 2025. No domínio das Pessoas, uma preocupação essencial da The Navigator Company, uma aposta central tem sido na criação e desenvolvimento de uma “Learning Organization”, subordinada ao motto “Learn anytime, anywhere”, que permita ajudar a desenvolver o talento dos seus Colaboradores. Nesse sentido, é um dos 18 case studies a nível mundial referidos pelo WBCSD na sua brochura “Business Leadership for the Future of Work”. Em 2018, a Empresa efectuou 200.962 horas de Formação a 3.070 Colaboradores.

De que forma têm os recentes acontecimentos ambientais em Portugal – aumento das temperaturas, seca, fogos florestais, novas leis sobre a limpeza das florestas – afetado a maneira como a vossa empresa opera a nível nacional? Que perguntas fazem consumidores e parceiros?

O setor florestal é um dos principais motores da economia portuguesa e uma fonte de riqueza ambiental e social. A The Navigator Company promove o desenvolvimento rural através da gestão de 110 mil hectares de área florestal em 165 concelhos no país, desde o Minho até ao Algarve. A Companhia assegura não só a gestão e valorização dos espaços rurais como também um conjunto de iniciativas que beneficiam a comunidade. De realçar o investimento anual de cerca de € 3 milhões na defesa da floresta contra incêndios e os programas de fomento da certificação desenvolvidos junto dos produtores florestais. Como resultado destes programas, em 2015 o número de fornecedores com cadeia de custódia certificada era de 7% e em 2018 já atingiu os 77%. As alterações climáticas e as restrições legislativas à plantação de eucaliptos são riscos ao desenvolvimento da atividade da Companhia, mas também uma oportunidade para reunir os stakeholders do setor em torno daquele que deve ser o objetivo comum, o de promover uma gestão profissional e sustentável da floresta portuguesa partilhando os benefícios gerados com a comunidade. O reconhecimento do papel da The Navigator Company no domínio de uma gestão profissional e sustentável da floresta tem servido de referência e fonte de inspiração no alargamento das melhores práticas florestais ao resto do País.

Que oportunidades e inovações ao nível do modelo de negócio trouxe a preocupação crescente da sociedade com a gestão eficiente e responsável da floresta, da água, da energia, dos combustíveis fósseis, das emissões de carbono e dos resíduos?

A sensibilização da sociedade para a necessidade de gerir os recursos naturais de forma eficiente, e a consciência de que o planeta não tem capacidade para responder à procura crescente de matérias-primas, são motores para a inovação e desenho de soluções de negócio mais sustentáveis. O modelo de economia circular é uma das respostas para este desafio. A The Navigator Company é um exemplo por excelência neste domínio, uma vez que usa recursos renováveis de forma eficiente e numa lógica de cascata. A madeira que utiliza nos seus processos provém de florestas com gestão certificada que estão em constante renovação. Utiliza 90% de matérias-primas renováveis, onde se inclui a matéria-prima florestal e cerca de 70% da energia consumida é proveniente de biomassa florestal. A Navigator tem como objetivo continuar a reduzir a produção de resíduos e procura integrar e reaproveitar os mesmos no seu ciclo ou valorizando-os como subprodutos. Cerca de 80% dos resíduos são valorizados. Sendo um setor exemplar neste domínio, temos a legitimidade e a responsabilidade para ser uma referência para outras indústrias no respeitante à Economia Circular.

Como consumidor, onde considera que há espaço para melhorias ao nível da sustentabilidade?

O verdadeiro desafio da sustentabilidade está na mudança de comportamento das pessoas. Como consumidores temos um papel decisivo em optar por produtos mais sustentáveis e adotar hábitos de vida menos intensivos em termos da utilização de recursos, como a água e a energia. A educação joga um papel determinante nesta evolução da sociedade. Um sinal positivo é o facto de as camadas mais jovens estarem cada vez mais conscientes do seu papel enquanto atores da mudança. Veja-se a recente manifestação de jovens estudantes, à escala global, por um planeta capaz de abrandar o ritmo das alterações climáticas. Voltando ao início da conversa, a inovação tecnológica dará um contributo cada vez mais decisivo para a construção de uma sociedade mais sustentável e resiliente. Temos de ser capazes de agir coletivamente – países, empresas e cidadãos – para garantir que deixamos aos nossos filhos e netos um planeta saudável. Esse continua a ser o grande desafio da Humanidade, o de garantir a nossa permanência no belo planeta azul. Saiba mais sobre a The Navigator Company >

TENDÊNCIAS

Marcas e sustentabilidade

É ponto assente que a sustentabilidade é cada vez mais importante para as estratégias de longo prazo das empresas e seus stakeholdersé essa a opinião de 90% dos CEOs. Por um lado, da perspetiva de gestão do risco nas cadeias de valor, resultado dos desafios da procura crescente por recursos naturais finitos, das disparidades económicas e das alterações climáticas; por outro, da perspetiva do marketing e da gestão da relação com os clientes, onde é premente incorporar novas exigências e padrões de consumo e monetizar novas oportunidades de negócio nutridas pelas tendências ligadas à sustentabilidade como valor. Além dos ganhos no que toca a eficiência, corte de custos e inovação, valorizar a sustentabilidade também na estratégia de branding permite aumentar o valor e reputação das marcas, ajudar a atrair e reter funcionários e fortalecer as relações com as partes interessadas. Clique para ler mais sobre as novas tendências de consumo, branding e marketing no website do BCSD Portugal >

BREVES

Nova carta aberta à UE pela neutralidade climática

Na véspera da Cimeira do Futuro da Europa, CEOs de mais de 50 empresas, investidores e redes de negócios, incluindo a EDP, a Unilever e o IKEA, assinaram uma carta aberta à União Europeia em que exigem uma estratégia de descarbonização de longo prazo para alcançar a neutralidade climática até 2050. A missiva afirma que “colocar as alterações climáticas no topo da agenda da Europa dará às empresas a clareza e a confiança necessárias para investir nas indústrias sustentáveis de emissões nulas do futuro, impulsionando a inovação e protegendo a competitividade europeia à escala global.” Clarifica, ainda, que “coletivamente, temos uma tarefa urgente: descarbonizar a economia global em pouco mais de uma geração.” Leia a carta >

Mais de 50 líderes empresariais europeus subscrevem manifesto

O manifesto Strengthening Europe’s Place in the World (Fortalecer o lugar da Europa no Mundo), produzido pela European Round Table of Industrialists (ERT) no sentido de alertar para a necessidade de a Europa adotar medidas urgentes para lidar com os desafios atuais e futuros, nomeadamente as alterações climáticas e os desenvolvimentos tecnológicos, foi assinado por mais de 50 dos seus membros. A ERT reúne líderes de algumas das maiores empresas europeias que, em conjunto, são responsáveis por cerca de cinco milhões de empregos globalmente. Em comunicado, a portuguesa Sonae refere que a ERT adverte que sem uma ação coordenada entre as instituições da União Europeia, governos e empresas, a Europa não conseguirá ajudar os seus cidadãos nos temas mais urgentes do século. “Precisamos de medidas urgentes e ambiciosas nas políticas ambiental e tecnológica, capazes de reverter o declínio dos sistemas naturais e fomentar o investimento em inovação, investigação e desenvolvimento”, sinalizou o presidente do conselho de administração da Sonae, Paulo Azevedo.

Aterro sanitário transformado em parque aventura

Decorrente do projeto de selagem, recuperação e valorização ambiental e paisagística do espaço do Antigo Aterro Sanitário de Ermesinde/Baguim do Monte nasceu o Parque Aventura, um espaço ao ar livre de promoção da atividade física, da alimentação saudável, do respeito pelo ambiente e de socialização, com equipamentos para arborismo, minigolfe, futebol, e circuitos pedonais, de corrida e de bicicleta. São ainda realizadas atividades para grupos organizados, às terças e quintas, com sensibilização para as temáticas ambientais, preservação do ambiente, dos recursos e da biodiversidade. Este investimento da Lipor faz parte de uma estratégia a ser implementada desde 2009 para a promoção de atividades em prol do conhecimento e da preservação da biodiversidade, com a Inauguração do Parque Aventura, a inauguração do Caminho Pedonal em 2015, ligando o Apeadeiro de Águas Santas/Palmilheira ao Parque Aventura, a construção do Passadiço junto à margem esquerda do rio Tinto em 2016, o Trilho Ecológico da LIPOR em 2017 e, em 2018 foi inaugurado o Centro de Interpretação Ambiental do rio Tinto. Clique para saber mais >

Ameaça à biodiversidade tão grave quanto alterações climáticas

Cientistas e diplomatas de 130 países iniciaram, no dia 29 de abril, em Paris, uma reunião global gerida pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre biodiversidade. RobertWatson, presidente da Plataforma Intergovernamental Científica e Política da Biodiversidade e Ecossistemas (IPBES) deixou, logo na sessão de abertura, a mensagem clara de que “a destruição da biodiversidade e dos ecossistemas atingiu níveis que ameaçam o bem-estar da humanidade, pelo menos tanto quanto as alterações climáticas induzidas pelo homem e merece atenção para evitar impactos devastadores”. A reunião internacional de seis dias pretende obter a primeira avaliação do ecossistema mundial dos últimos 15 anos, depois de uma investigação de três anos.

RECURSOS

  • Brochura: WBCSD Vision 2050 – Realizing transformation 
  • Vídeo: WBCSD Liaison Delegate Meeting 2019 Highlights 
  • Manual: Objetivos para a vida que queremos, WBCSD 
  • Guia: Why carbon pricing matters, WBCSD 
  • Relatório: Solucionar a poluição plástica – transparência e responsabilização, WWF 
  • Conferência: Global Investing and Risk Management Conference, 16 de maio, Londres 
  • Conferência: Urban Future Global Conference, Oslo, 22 a 24 de maio 
  • Cimeira: Annual Summit of the International Transport Forum – Transport Connectivity for Regional Integration, 22 a 24 de maio, Leipzig 
  • Cimeira: World Summit on Sustainable Mobility, 4 a 6 de junho, Montreal 
  • Cimeira: 18th Responsible Business Summit Europe 2019, 10 a 12 de junho, Londres 
  • Programa de aceleração: Blue Bio Value, candidaturas até 21 de junho 
  • Cimeira: UN Climate Action Summit, 23 de setembro, Nova Iorque 
  • Recomendamos:



EVENTOS

Last call: Inscrições até 7 de maio
A Fundação Calouste Gulbenkian vai atribuir cinco bolsas de estudo no valor total das propinas a profissionais selecionados para este Programa Executivo que tem como objetivo promover as competências verdes de profissionais com elevado potencial de transformação nas suas organizações. O curso tem um total de 72 horas, divididas por 8 dias de formação, entre Lisboa e Porto. O investimento do curso completo (incluindo coffee-breaks, jantares e almoços nos dias completos de formação) corresponde a 3.500€ para colaboradores das empresas associadas do BCSD Portugal e a 3.800€ para o público em geral. Conheça o programa >

  • Vulnerabilidades e Desafios Metropolitanos – Conferência Internacional no âmbito do Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas, 8 de maio, Setúbal 
  • Smart Mobility Summit 2019, 8 e 9 de maio, Lisboa 
  • Turismo – Responder aos efeitos das alterações climáticas e dos eventos de elevado impacto, 10 de maio, Faro 
  • World Family Summit 2019, Lisboa, 13 a 15 de maio, Lisboa 
  • BiodivSummit – diversidade biológica, 22 e 23 de maio, Proença-a-Nova 
  • Greenfest Braga, 6 a 9 de junho 
  • MUST Wine Summit – Fermenting ideas, 26 a 28 de junho, Cascais 
  • CidadeMais: Da utopia ao dia-a-dia, 5 a 7 de julho, Porto 
  • Greenfest Estoril, 17 a 20 de outubro 
  • WBCSD Council Meeting 2019, 14 a 17 de outubro, Lisboa 
  • Web Summit, 4 a 7 de novembro, Lisboa 
  • SB Oceans 2019, 14 a 16 de novembro, Porto (10% de desconto para membros BCSD Portugal) 
  • Conferência dos Oceanos da ONU, junho de 2020, Lisboa 

REDE







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2019-05-03T10:30:48+00:00
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