BCSD Portugal: o papel fundamental das empresas na transição para um modelo de desenvolvimento sustentável e regenerativo

BCSD Portugal: o papel fundamental das empresas na transição para um modelo de desenvolvimento sustentável e regenerativo

Data da publicação: Out 2020

O act4nature Portugal foi lançado, em 2019, pelo Business Council for Sustainable Development (BCSD) Portugal e tem como objetivo mobilizar as empresas a proteger, promover e restaurar a biodiversidade. Esta iniciativa surgiu em França, em 2018, pela organização Entreprises pour l’Environnement (EpE), parceira do BCSD Portugal através da Rede Global do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD)

À Ambiente Magazine, João Wengorovius Meneses, secretário-geral do BCSD Portugal, refere que o lançamento do act4nature Portugal integra-se nos “compromissos assumidos pelo BCSD Portugal” em 2019, ao “integrar a coligação Business for Nature”, e que tem como objetivo “envolver as empresas em compromissos que contribuam para reverter a perda de biodiversidade a nível global”. Segundo o responsável, as empresas aderentes comprometem-se com um conjunto de princípios comuns e com um conjunto de compromissos individuais que terão de implementar.

Diversos estudos científicos têm alertado para a perda de biodiversidade no planeta a um ritmo sem precedentes, aproximando-se rapidamente de um ponto sem retorno. Foi com base nestes alertas que surgiu a necessidade de criar o act4nature Portugal, evidenciado o papel decisivo que as empresas podem ter na “transição para um modelo de desenvolvimento sustentável, idealmente regenerativo”, sendo que é do interesse de cada uma a “preservação dos ecossistemas e dos recursos naturais, desde logo porque mais de metade do PIB mundial deles depende diretamente”, refere. Além disso, é também “uma exigência crescente por parte dos seus stakeholders”, sejam “reguladores, clientes, investidores ou colaboradores”. E as empresas que “não incorporem os princípios ESG ao longo das suas cadeias de valor, serão severamente penalizadas em termos de competitividade e licença para operar”, sustenta.

Ainda com base em mais dados, João Wengorovius Meneses lembra que a Avaliação Global, realizada pelo Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services (IPBES) sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema, publicada em maio de 2019, evidencia que “os humanos estão a alterar os ecossistemas da Terra de forma dramática e a um ritmo sem precedentes, com cerca de um milhão de espécies animais e vegetais em risco de extinção”.

“HÁ UM LONGO CAMINHO QUE AS EMPRESAS TERÃO DE TRILHAR”

De que forma podem as empresas fazer a diferença em matérias de biodiversidade? Segundo o secretário-geral do BCSD Portugal, “mais de metade do PIB mundial depende diretamente de recursos naturais”, ou seja, da “ação direta” de cada um. “Uns mais, outros menos, todos os bens de grande consumo incorporam capital natural”, afirma, dando como exemplo as “casas, carros, telemóveis, computadores, alimentação, medicamentos ou roupa”, dos quais “não seria possível imaginar a economia e os nossos estilos de vida atuais sem uma forte presença dos ativos naturais”. Além disso, acrescenta, a “natureza também presta serviços essenciais”, tais como a “regulação da temperatura terrestre, a fotossíntese e a purificação do ar e da água”, sem os quais “não haveria vida na Terra” e, obviamente, “num planeta morto ou moribundo, não haveria empregos nem economia”.

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2020-10-14T14:18:06+00:00
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